Quarta-feira, 6 de Junho de 2012

Ode ao candeeiro

Candeeiro, candeeiro, candeeiro… não fosses tu tão maravilhoso e encantador e eu já me tinha casado três vezes. A primeira delas, ainda antes de ter nascido.

Ocultaram-te o tronco e desmembraram-te. És objecto com cabeça, pescoço e dono de um único pé, mas mesmo assim continuas bem disposto e elegante nas tuas ideias luminosas. E bem luminosas! Luminosíssimas! Luminosas à distância de um clique.

 

Candeeiro, candeeiro, candeeiro… Tu não és um sofá, nem um Opel Corsa, nem, muito menos, um cheesecake com framboesa. E não me importava que fosses nenhum dos três, mas prefiro que sejas um candeeiro. Qual a vantagem de ter um cheesecake que dá luz ou um Opel Corsa em cima da mesinha de cabeceira? Nenhuma. Estou feliz contigo, assim, a gritar aos sessenta volts de cada vez. E a mim também me apetece gritar. Olha a ideia que tive: subia ao cimo de uma montanha feita de esferovite e lá no topo gritava: CAN-DE-EIRO, WOW WOW WOW!

 

Comunica comigo, candeeiro. És tu o rei da iluminação ou um simples escravo de uma companhia/rede de eletricidade? Meu amigo, cabeça de lâmpada, vem dançar este som, enquanto respondes. Dança ao pé cochinho, enquanto te frito uns croquetes. Come os croquetes, enquanto tento arrastar um edifício com os dentes. Come tudo, porque quando regressar da minha viagem ao espaço, quero saber se te sentas no trono da iluminação ou se és vergastado para dar luz. Se não souberes a resposta, quem saberá? Deus? O Paulo Futre? Os Zombies? A tua prima lanterna ou o teu parente próximo candeeiro de teto? Sabes que mais? Já não quero saber a resposta a essa pergunta. Vamos alhear-nos de todas as perguntas e viver felizes, como me ensinou o teu avô que na altura ainda funcionava a petróleo.

 

Candeeiro, candeeiro, candeeiro… amigo e confidente, amável e competente. Porque só se elogia quando se quer pedir um favor. Aqui vai: desliga-te que quero dormir e não me apetece sair da cama.

 

Johnny Almeida

Publicado por Universo de Paralelos às 22:14
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1 comentário:
De umcopodelimonada a 26 de Junho de 2012 às 15:40
Um grande amor pelo Candeeiro ou uma grande carga de sono, que ofuscada pela luz do dito cujo, deu origem a este delírio aprazível.


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