Domingo, 11 de Março de 2012

Maia, a campeã do “Yu-Gi-Oh”

“Adeus, minha senhora. Agora já não tem um problema, tem um unilema!” Ei-ou! Pára burro.... Unilema? Isto é dizer (ofensivamente) à senhora que que ela tem apenas um lema ou será que ela queria dizer dilema? A Maia é assim, imprevisível, imperceptível.. “760 000 000, não se esqueça que deve ligar o número se quiser falar comigo!”, numa das mil vezes que ela diz o número para o qual as pessoas devem ligar se quiserem vê-la virar umas cartas iguais às do “Yu-Gi-Oh!”.

A primeira coisa que a apresentadora em questão tem o hábito de perguntar é se aquele que está do outro lado da linha ligou muitas vezes – se ligou ontem e apenas hoje conseguiu, era o destino, tava marcado nas estrelas… -, pois é claramente disso que está dependente o programa, uma vez que o “share” não é o ponto forte do programa.

“Ligue o 760 000 000, porque eu estou aqui para esclarecer as suas dúvidas”. Eu até estive para ligar para lá, a ver se ia ficar mais alguma vez preso no elevador cá do prédio, mas ela ia-me dizer que, tal como os telemóveis não têm rede, as estrelas também não conseguem penetrar, ou compenetrar se preferirem, nesse tipo de tecnologias.

Depois de fazer milhares de perguntas, indiscretas, diria eu, só para a tia perceber o ambiente que rodeia a senhora. A partir daí é, simplesmente, todo um enrolar de conversa, onde se gastam as cartas, a paciência de quem liga e o dinheiro da chamadinha. “Não se esqueça do seu número preferido, 760 000 000, ligue” – ter um número de telefone preferido  é a nova moda e foi a Maya que começou com toda esta moda, claro!

“Quero saber se vou vender a minha casa, num terreno grande, tem dois espaços independentes que podem facilmente ser vendidos separadamente.” Já tem a casa há muito tempo à venda? Olhe e a casa tem um anexo? E o seu marido está desempregado? – Perguntou a apresentadora E qual não foi a resposta da “abelha: não vai vender as 2 ao mesmo tempo e não é para já… Talvez – como que um palpite, facto que todos estamos habituados a ouvir em conversas banais – daqui a 2 anitos…

Mas ela tem facebook! Se fosse antes de eu me ter andado a fazer a meninas pequeninas, eu iria com certeza colocar um “gosto muito muito” na página deste magnífico programa! Assim podia fazer como alguns fãs do programa que pedem para a tia mandar beijinhos. Será que se eu dissesse à minha prima para ir dar um beijo à minha mãe, ela ficaria menos contente?

Ah, e há sempre uma estória de vida sobre uma pessoa. Este ex-libris do programa, é acompanhado de uma música relaxante e pirosa. Ao mesmo tempo que a entrevistada chora e diz umas coisas que eu não cheguei a perceber, de tão compenetrado que estava na bela palmeira que havia lá ao fundo…

Uma coisa que eu reparei é que em questões amorosas a apresentadora favorece sempre a pessoa que telefona, toma partido por ela, de forma a criar uma certa empatia. Mas este não é o único dote da Maia, já reparei é que ela é exímia no que concerne a fazer as contas da idade das pessoas. Com apenas um dado fornecido por aquele que telefona - o seu ano de nascimento -, ela como que por magia adivinha a idade do mesmo! Ah, e o signos astrais, claro!

Maior parte das chamadas são feitas por velhas (viúvas), suponho que querem saber se o outro fica com elas. Em contraponto, os homens não ligam, pois isso é coisa de mulheres! Mas acredito que ela era capaz de dar conversa ao mais rude dos homens, pois durante o seu programa não faltam comentários sobre o tema. “Não se esqueça do seu número preferido, 760 000 000, ligue!”.

A sra. Maia, numa comparação sem qualquer sentido, é como aquelas meninas que davam à noite na TV. Normalmente, enquanto esperavam por uma chamada com tal grau de imprevisibilidade que elas sabiam que o “telefonador” ou lhe dirá a palavra certa ou uma errada. A partir daqui é todo um boneco em frente à câmara a encher chouriços que faz o resto. Se a pessoa errar na palavra, o mais certo é que se tenha desconcentrado com o decote da menina, se acertar, é com certeza um rabiças, que gostou mais do cenário colorido do que de enchidos...

Já a Maia, sem grandes atributos físicos – ela que já escandalizou a mundo ao fazer a capa da FHM, uma célebre revista. Ainda hoje penso que essa capa deixou a revista de rastos, acabando por fechar as suas portas. Para ele – editor – toda a sua vida deixou de fazer sentido, pois finalmente percebeu que a Maia da capa e a Maia real eram coisas distintas: o fotógrafo era um entendido naqueles programas que fazem uma modelo parecer uma deusa numa qualquer publicidade da “Intimissimi”!

Voltando ao “cherne da questão”, há agora na televisão portuguesa, um programa com um formato totalmente inovador, com um conteúdo capaz de ombrear com o “Inspector Max” - ou será “Inspetor Max?” – e capaz de ajudar muita gente! Concordo. Acho muito bem que a SIC tenha apostado em programas de comédia, pois é disto que o povo gosta! Infelizmente, daqui a um ano a Maia já terá dinheiro para montar uma barraquinha e o programa acabará… Até para a semana! Nós - “Universo de Paralelos” - voltaremos com mais duas ou três ideias parvas para vos atazanar as ideias…

 

Paulo Jorge Rocha

Publicado por Universo de Paralelos às 22:20
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