Quarta-feira, 20 de Novembro de 2013

Felicidade para homosapiens

Felicidade vem do latim felicitas, normalmente é usada por nós como símbolo de alegria em relação a algo ou alguém; um estado de espírito positivo. Mas, normalmente, em vez de contar carneiros enquanto tento adormecer, tento conceber uma definição das palavras, a minha definição de algumas palavras. Se ela é útil para alguma coisa? Não, só mesmo para usar neste espaço, onde comunico com homosapiens em desenvolvimento.

Tanto o homo como a mulherospien têm vindo a ficar com as suas coisas, coisinhas e tecnocoisas. Agora que o mundo desapareceu, ficamos todos apavorados, sem mundo para adorarmos e com oportunidade de fazermos o que mais adoramos: adorar-nos. Mesmo assim sentimos a falta de um mundo tão lindo e tão sujo.

 

Estão vocês para ai a pensar, este moço droga-se. Infelizmente não, mas gostava muito porque assim era mais fácil arranjar uma desculpa para este texto de merda.

Para mim, podia desaparecer o mundo e, no vazio, só ficariam os deficientes mentais, porque são sempre felizes. Vêm a felicidade em tudo, até no nada e conseguem alimentar-se de ar ou folhas de árvores, caso pudessem optar entre ser vegetarianos ou arianos. Se calhar esta palavra não foi a mais indicada.

 

Definitivamente minaram-lhe a bebida. Continuo a dizer que não embora veja ursinhos em vez de letras nesta divagação.

Como este texto só vai ser lido por pessoas que chegaram à pouco de uma concentração de uma seita religiosa no meio do mato, não há qualquer problema em divagar entre a irrealidade actual e a realidade imaginada. Para vocês que lêem este texto, tão crentes como todos os outros não-crentes, experimentem fazer uma coisa: separar religião de vontade humana.

 

Muitas vezes dizem os doutores da fé que juntar os dois é que é. Mas experimentem, comecem por dominar a vossa própria cabeça em vez de caírem na preguiça de se deixarem dominar pelas teias da religião. Ah, e nem pensem em se imaginarem deuses disto ou daquilo, porque ninguém é. Eu bem sei que vão perder a refeição de domingo, consequentemente vão emagrecer, mas o australopithecus também só comia folhas de árvores e conseguiu evoluir.

 

Paulo Jorge Rocha

Publicado por Universo de Paralelos às 17:38
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