Segunda-feira, 9 de Setembro de 2013

Revelação social

Revolução social. Será que daqui a quinze anos, talvez trinta, na aula de história, os miúdos irão ouvir falar da última década como a época da revolução social? Esta hipótese apresenta-se como um cenário ainda mais interessante tendo em conta que depois do badalado anúncio do fim do mundo – nos últimos 200 anos foram mais que muitas as teorias que anunciavam o fim do planeta terra como uma fatalidade indesmentível, das quais se destacaram a do bug do milénio e a profecia maia no ano passado.

 

Concerteza que aqueles que são pró-apocalipse se referiam às flores e não a uma das civilizações mais avançadas de que há memória. It’s just good business. Embora todas elas sejam pouco viáveis e ridículas, o mistério que hipóteses como estas trazem sobre o fim de algo tão belo e tão horrendo como é o homem e os actos que pratica podem mesmo servir como impulso para mudar e transformar alguém e, consequentemente, algo que quer sobreviver a... tudo.

 

Ainda esta semana, José Gil falava na revista Visão acerca da morte e da sua importância por conferir validade à vida. Dizia o seguinte, “alí está escondido e inominável, a razão do porquê da vida (que é sem porquê), oferecendo-nos a surpresa de ser para si e para os outros. Procura-se adivinhar o segredo da morte por amor extremo à vida (para adivinhar o segredo da vida)”. A vida só é boa quando o humano se lembra da sua condição de mortal. Pelo menos é assim que gosto de imaginar os últimos momentos de cada um.

 

Revolução social. O mundo está em ebulição. O que desta vez poderá significar evoluição. De quem? Do quê? Da nossa, porque a evolução do mundo é uma consequência do nosso desenvolvimento. A nossa percepção de que somos insignificantes e ao mesmo tempo muito significantes será a chave para o desenvolvimento de... tudo. Da nossa percepção do que adquirimos e de como o podemos usar.

 

E Gil continuava o raciocínio, “as pessoas precipitam-se sobre as notícias de morte violenta porque, apesar dela perturbar ainda mais a incoerência das vidas, elas sabem que alí reside a razão, como princípio, do existir de qualquer coisa, quer dizer, da vida” e é precisamente esse princípio inegável que faz o homem movimentar-se antes de ficar completamente paralisado pelas circunstâncias da vida.

A percepção que tenho é que os nossos parentes mais velhos, com a idade dos meus pais adquiriram direitos sem perceberem o que estavam a falar realmente. Sabiam o que reclamavam, percebiam do que se estavana falar, mas o passo seguinte seria colocá-los em prática. Como? Em benefício do quê? Agora estamos a aprender a usá-lo, 40 anos depois da Revolução de Abril. Da revolução passífica.A morte pode mesmo ser o princípio para algo novo, que relembre os erros do passado e olhe para o futuro aob uma perpectiva humana.

 

Revolução social. Até na Rússia já se vêm manifestações. O senhor Putin não tem conseguido estancar a divulgação de informação. A web é como fumaça, escorrega-nos pelas mãos. Se houvesse um videojogo chamado Age of Empires: Russia seria mais fácil, tipo ficção científica, e não incomodaria pessoas reais. Obviamente que não seria correcto branquear o que se passa no norte de África, comummente visto como o mundo dos loucos, doentes religiosos, mas nunca das pessoas sem eira nem beira. A cada bomba que rebenta, a marioneta (acidental) abana. Sempre sedentos do ouro negro. Expliquem-me como se eu fosse muito burro como é que isso funciona?

 

Esquecemo-nos que morremos sempre antes da galinha dos ovos. Como sempre, querem dar passos maiores do que a perna, usando a sua enorme patorra para pisar tudo. Esse tudo que vive sempre sob uma nuvem que ameaça esmagar-nos. O medo tem dominado os lideres europeus, que atacam os outros para disfarçar o medo que sentem. Preferem ser mal falados do que bem omitidos. Como diz o ditado e a pequenez de pensamento, bem ou mal, que falem de mim. José Gil acaba por ter razão apesar de eu ver nas suas palavras uma possibilidade mais verde do que negra.

 

Paulo Jorge Rocha

Publicado por Universo de Paralelos às 18:53
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1 comentário:
De jabeiteslp a 11 de Setembro de 2013 às 18:16

pra mim será mais
já que ninguém ousa dizê-lo

o tempo dos Charlatões...

Feliz resto de semana


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