Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

Eu sou um pão

Não sou. O título foi criado num dia em que trajei com um fato cor de bazófia e me perfumei com a fragância da gabarolice. Eu sou um nabo que, por acaso, calhou ter pernas e braços. Serve a intitulação para cativar a atenção das pessoas. E eu sou bastante bom a fazê-lo. Lembro-me de um dia de Páscoa em que fui à eucaristia com roupa de toureiro. Jesus Cristo tinha acabado de ressuscitar e as pessoas só pensavam “Como é que aquele rapaz consegue andar com umas calças tão justas no rabo?”

A Optimus ou Otimus (segundo o novo acordo ortográfico) quer uma salva de palmas pelos “Duetos Improváveis”? Vá lá, sejamos sinceros. Até eu juntava pessoas menos prováveis. Do género, Michel Teló e a banda de música de Salreu. Vai buscar! Melhor que isto, só se promoverem “Duetos Impossíveis”. Nessa situação daria os parabéns à empresa de comunicações, porque juntar Zeca Afonso com o duo Miguel e André não é para toda a gente. Ou com o Antónia da “Casa dos Segredos”, porque segundo se conta o homem agora canta.
E se em vez de duetos, forem duelos? Duelos improváveis… Teríamos Marco, do Big Brother, contra o capitão Gancho ou Hannibal Lecter contra uma qualquer mulher, com os olhos revestidos de cólera, por causa do fim de um relacionamento. Sinceramente, não sei quem ganhava. Uma espécie de luta de cães, só que com pessoas e o pessoal da Optimus a filmar. Mas já que é para ser “All together now”, que tal juntarmos Lex Luthor, Vega, do Street Fighter, Dr. Ivo Robotnic, inimigo fervoroso de Sonic, Darth Vader, a rainha má da branca de neve, Conde Dráculo e o gémeo malvado de Stewie Griffin contra todos os Orcs do Senhor dos Anéis, aliados a uma mulher magoada com o fim de um relacionamento e que só pensa em vingança. Este último, para mim, é o inimigo mais temível. Arranjávamos um pavilhão e passávamos um dia muito agradável. E quem for esperto, em vez de reclamar pela treta dos “Direitos Humanos”, monta uma barraquinha de “comes e bebes” e ganha ali bom e fácil dinheiro, porque onde há sangue e chapa batida o português está sempre lá para ver.

Sinto que, com esta violência despropositada, perdi a confiança e o carinho das pessoas. É necessário criar uma certa empatia para engrinaldar a nossa relação. E quando falo da nossa, falo da relação entre mim e todas as pessoas do mundo. Por isso, falo-te agora, amigo, como se jogássemos à bola há trinta anos. Sentes a nostalgia ou é preciso recordar-te aquele golo contra o Bayern de Munique que marcaste de calcanhar, ó campeão? Ou daquela vez em que foste à baliza, contra a Inglaterra e tiraste as luvas para defender as penalidades… Foste tu que me ensinaste a fazer contas de dividir e a fritar panados. Tu és um vencedor e sempre serás. És o exemplo que eu sigo para me tornar uma pessoa mais completa, tal como tu és. Vou parar, porque não quero nada que fiques com graxa nos olhos. Foi bom ter-te por cá. Aparece sempre.

 

Johnny Almeida

Publicado por Universo de Paralelos às 23:55
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