Terça-feira, 23 de Outubro de 2012

Os crimes não existem

Olá, tia Júlia. Era para lhe agradecer as pataniscas e para lhe dizer que se esqueceu do revólver cá me casa. Depois quer dar um tiro no tio e fica às aranhas. Adeus e um chi-coração ao seu filho… que por acaso você não teve, porque perdeu o bebé.

 Estava a falar ao telemóvel com a minha tia que é obesa de nascença e estava a dizer-lhe que os crimes não existem. E é verdade, os crimes não existem.

 

Reparem só na lavagem de dinheiro. A minha mãe sempre me ensinou a ser asseado, porque lavar os dentes e as orelhas são coisas importantes. Qual é o mal de fazer o mesmo com o dinheiro? Alguém se importa de ter notas a cheirar a Sonasol?

 

É que nem dar um tiro se pode. Para já, dar sem querer receber é das coisas mais nobres que existem. Só para começar. Depois, eu vejo por aí muitas mulheres a dar aos cinco euros de cada vez só para terem bijuteria baratinha pendurada nas orelhas. E ninguém quer um pedaço de chumbo, de graça, só porque pode acertar no estômago ou na vesícula. Deixem de ser picuinhas…

 

Como se não bastasse, as calúnias também são consideradas crime. Sinceramente, não percebo. Se não fossem as calúnias, não havia edifícios. E mais não digo…

 

Mas podemos ir mais longe. Segundo o Corão, é crime se uma mulher muçulmana conduzir. Não concordo. Sou completamente a favor da igualdade de direitos. Acho impensável que as mulheres não tenham os mesmos direitos que um porco ou um burro.

 

Este parágrafo serve única e exclusivamente para pedir desculpa às lesadas em cima. Desculpem-me. Estou arrependido. No Natal, dou-vos uma bimbi.

 

E partindo do princípio que os crimes não existem, os tribunais deixavam de ter utilidade. Gosto da ideia de serem transformados num albergue para pessoas sem casa, o que é uma causa muito nobre. Se bem que, hoje em dia, não estão longe disso, sendo a segunda casa de muitos ciganos. Mas, que fique claro, o que está aqui em causa é a reutilização de um edifício antes que transformem aquilo numa loja de chineses.

 

Resumindo… Serve toda esta explanação para dizer que estou com saudades da Cristina Caras Lindas e do seu programa lamecho-depressivo que dava vontade de amarrar dinamite à cabeça e acender como se fossem velhinhas de parabéns. Se souberem dela, escrevam-me um telegrama.

 

Johnny Almeida

Publicado por Universo de Paralelos às 15:15
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