Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

Um jardim afundado no Atlântico

Continuando nesta senda de criticar tudo o que parece ser política - é tão fácil fazê-lo! - lembrei-me que vender a ilha da Madeira, tal como acontece na disputa entre a China e o Japão pela ilha Diaoyu(China)/Senkaku(Japão) talvez fosse uma solução para este jardim (desculpem o trocadilho espontâneo) plantado no Atlântico. No entanto, se no caso deles esta disputa é feita devido ao factor petróleo-enriquecimento-alimento-de-quezílias-antgas-nunca-resolvidas. No caso particular de Portugal esta seria feita com o intuito de evitar mais despesas em relação a uma porção de terra que apenas carrega uma administração central com prejuízos.

 

O Dr. Jardim sente agora dificuldades em diminuir os gastos que apregoa de vitais para a manutenção da saúde madeirense. Pessoalmente, afirmaria estes gastos como pessoais, facto comprovado pela barriga do senhor presidente. Mas não só, essa festa quase pessoal designada Carnaval da Madeira - que, não desvalorizando o acto festivo em questão (sem a máscara do doutor populista em cima de um carro alegórico poderia ser quase um motivo de orgulho nacional) acaba por se tornar uma cópia festiva peculiar.

Imagino-os: "olha aquele senhor, gostaria muito de ver ao vivo aquela pelugem para confirmar se ela será mesmo real ou apenas uma manobra de distração para chamar mais a atenção do que as meninas roliças que por ali vão sambando de uma forma bastante particular (embora os adereços - e apenas os adereços - nos faça, lembrar as terras de Veracruz)". Já os estilosos calções usados pelo senhor presidente durante a época balnear, apreciados por todas nas reuniões político-publicitárias em pleno areal, à imagem daquelas decisões tomadas por um professor quando anuncia uma aula ao ar livre para quebrar o aborrecimento que estas se tornam dentro das quatro paredes.

 

Mas, embora as intenções possam basear-se no mesmo pressuposto: criar condições para um bom ambiente de trabalho, estas acabam por ferir a susceptiblidade do espectador mais insensível quando divulgadas sem qualquer espécie de prevenção para o pobre cidadão. O pior mesmo são todas as outras marionetas que vão atrás das ideias do senhor presidente numa espécie de disputa para ver quem apresenta a maior barriga (e dedicação interesseira), só falta mesmo é dizer que ele é uma das sete maravilhas portugas.

 

Mas voltando ao assunto principal, a venda da ilha poderia tornar-se numa boa solução. Aliás, talvez a sua concessão - está na moda - pudesse ser o melhor caminho. Mas apenas a estrangeiros, porque parece que estes sabem tornar a sardinha que vendem numa coisa rentável, apesar do seu peixe PARECER igual ao da canastra do lado, sem lamúrias e sem choradinhos pelo financiamento. Assim ist'até parece ser uma coisinha financeira e turisticamente atraente e interessante, mesmo que exista a possibilidade de haver uma floresta capilar a vaguear por lá...

 

Um mal que se estende ao continente - vulgarmente chamado corrupção - do qual foi indiciado no ano passado, afoito a resolvê-lo desconfiando de terceiros, claro. Desconfio do senhor que faz o papel, do que o imprime, do dióxido de carbono do veículo encarregado do transporte documental e até da entidade responsável pelo caso. É por estas e por outras que o senhor Jardim apresenta um currículo tão adornado com medalhas provenientes de democracias além-fronteiras tão democráticas, e onde ninguém é agarrado ao poder!, como é o caso da Venezuela. Ironicamente, entre estas distinções apresenta-se uma denominada como a Ordem do Libertador, só mesmo para americano ver...

 

Paulo Jorge Rocha

Publicado por Universo de Paralelos às 18:14
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