Sábado, 12 de Abril de 2014

Salvem os carecas

Os carecas são uma minoria indefesa, alvos de chacota pela maioria dominante.

 

Eu posso chegar ao cabeleireiro e dizer “Ó Pedro, era para fazer umas madeixas californianas.” Podem duvidar da minha masculinidade, mas o meu cabelo permite este tipo de coisas.

Se um careca entrasse num cabeleireiro e pedisse para fazer madeixas, provavelmente seria alvo de duas coisas: risos ou um banano no nariz. Havendo a possibilidade de acontecer as duas.

O máximo que um careca pode fazer é entrar num talho e dizer “Ó talhante, esfrega-me banha de porco na cabeça que eu hoje vou à discoteca e quero que as luzes brilhem todas aqui.” O que é uma versão low-cost da bola de espelhos, porque a banha de porca está a 1,40€ o quilo.

 

Um careca está confinado a ser “o careca”, mesmo que tenha outras qualidades físicas de valor, como ombros largos, pestanas definidas ou jogar bem à bola, que pode não ser uma qualidade física, mas fica sempre entre amigos.

 

Jogar bem à bola ou passar fome podem ser duas vias para não serem lembrados pelo “o careca”, mas nem toda a gente pode ser o Zidane ou o Ghandi.

 

E a frase “É dos carecas que elas gostam mais” foi inventada para que os carecas não fiquem tristes. As mulheres também gostam deles, e podem ser os predilectos delas principalmente se eles tiverem muito dinheiro. Se bem que se tiverem muito dinheiro, põe implantes como fez o Tony Carreira. E por mais que ele o tente esconder, estamos todos carecas de saber.

 

Johnny Almeida

Publicado por Universo de Paralelos às 17:19
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1 comentário:
De golimix a 9 de Maio de 2014 às 08:41
Se careca não é fácil... e na fase em que se começa a ver o cabelo a não querer ficar nem que se lhe rogue é dramático. Pior que Charles Dickens


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