Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

Berlusconis há poucos seus palermas!

Ninguém repara neles, escondidos nos seus ternos – achei-me no direito de usar este termo, não só porque existe um acordo (pouco interessante?) em vigor, mas porque estes deveriam dar um grande terno um criminoso de colarinho branco, ou até mesmo um reles larápio.

Ah e tal, todos têm o direito de se defenderem em tribunal. Correcto e afirmativo. Até mesmo aquele que rouba dinheiro dos impostos de todos os portugueses. Quanto a isto, talvez seja injusto tecer algum tipo de comentário; ele poderia ser pouco abonatório para aquele que, num acto ganancioso, apenas olha para o seu próprio umbigo.

Sim, mas se estes se safam devido à “esperteza”, à força sobre-humana do dinheiro, devido à morosidade do sistema judicial português e, claro, o tradicional tráfico de influências, qual seria a melhor forma de os castigar? Se ainda mandassem pinta como alguns políticos de nível internacional - que safam modelos jeitosas da chamada “choça” -, ainda poderíamos fechar os olhos ou desviar o olhar. Mas não. Eles usam antes bigode, risco ao lado e meias dos “Irmãos Metralha”.

 

Estes ilustres fazem-no com o objectivo de enriquecer – mesmo que não tenham trabalhado para isso ou não o mereçam – enquanto há alguns “pobres coitados” que roubam farmácias, porque têm uma droga de vida (outra vez o acordo ortográfico). Para complementar, têm ainda uma droga de salário e precisam de curar a droga de doença que lhes absorve a vida.

Penalizar e castigar, sim! Fazer destes últimos um exemplo? Errado. Prender aqueles que muitas vezes servem como bandeira para dar a entender uma certa celeridade do sistema jurídico português, torna a justiça oca. Vai-se ouvindo aqui e ali um “já não acredito na justiça” ou “eles apanham-se no poleiro e já não largam mais o osso”, que reforça a aura obscura que paira sob as cabeças dos políticos.

Já quando se fala dos seus julgamentos podemos falar de espectáculos demorosos – talvez seja errado orientarem-se pela morosidade dos filmes de Manoel de Oliveira! – só torna o povo mais desconfiado e descrente. Assim, os “cães grandes” safam-se sempre, embora já tenha visto chihuahuas a darem-se bem.

 

Do mesmo modo que um ladrão não pode ser uma manobra de publicidade, demonstrando como facilmente um país pode ser considerado um país de terceiro mundo, mesmo quando os dados oficiais dizem o contrário. “ ’Bora ser pessoas extremamente irracionais e assobiar para o outro lado e rirmo-nos disso!”

Talvez em vez de cruzarmos os dedos quando um jacto passa no céu, ‘bora antes descruzar os braços atestados de inconformismo e roer esse osso! Ah, é melhor escolherem aqueles que têm carne, porque assim ainda se saboreia alguma coisita (vendo bem as coisas, acaba por ser isso o que os engravatados fazem)…

 

Paulo Jorge Rocha

Publicado por Universo de Paralelos às 20:45
Link do post | COMENTAR | Favorito

!>Pesquisar neste blog

 

!>Junho 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


!>Arquivos

!>Visitas