Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

A galinha põe os ovos e o galo vende-os

Se há um grande legado de história que nos foi deixado pelos nossos antepassados - não estou a dizer que ele tenha sido necessariamente bom ou mau, antes pelo contrário (como dizia o distinto Gabriel) - ninguém poderá opinar com total certeza que actualmente estaríamos numa melhor posição se a ostentação não tivesse sido o nome do meio dos nossos Reais antepassados – e não estou a falar do António de Oliveira, afinal ele morreu por se sentar num pedaço de madeira velha, que não tinha sequer talha dourada.

Quando se falam de pessoas rígidas, com uma postura difícil de entender e com tendências para serem as “governantas de casa”, temos então de falar na Angela e, já que falamos em pessoas que arranham a falar, porque não falar também do Adolf, o homem que tinha mais bigode do que inteligência.

Ah, deixo já claro que não partilho qualquer tipo de ideia com a Sra. Angela Merkel, senão ainda me chamam extremista e eu não tenho nada a ver com as suas ambições de domínio europeu… Tenho que admitir que no fundo é uma boa táctica, eliminam-se os mais vulneráveis e fica-se com o dinheiro todo dos empréstimos. Se antes se fazia através guerra, agora procura-se o domínio da moeda.

Sim, eu sei que não há conhecimento de extermínios em massa, ou assassinatos de opositores e é muito pouco provável que tenha sido visto algum político com uma cápsula de cianeto escondida num dente falso. No entanto, esse desejo está bem escancarado à nossa frente. Os mais ludibriados não vêm ou acabam por deixar passar incólume este extermínio da dignidade humana que acontece todos os dias na sociedade contemporânea. Tiram-lhes o dinheiro e deixam-nos morrer muitas vezes sem acesso a cuidados médicos. Até o sr. Predsidente já sofre deste novo tipo de bullying.

Mas como eu gosto de acreditar que as pessoas actuam tendo sempre em conta o seu espírito libertino e, acima de tudo, o seu bom coração, acabo por fazer aqui algumas pequenas oportunidades de negócio que trarão lucro garantido. – se a governanta é que manda lá em casa, então vamos fazer amizade com ela. As nossas altas entidades políticas parecem “Mr. Beans” com as mãos atadas. Ponto.

Ora, se já cá estamos dentro e não nos parece que saiamos tão cedo – ou então acompanhamos a Grécia – sugiro que usemos isso em nosso favor. Como, perguntam vocês. Como, respondo eu: agradando à sra. Chanceler. Já estou a visualizar o sr. Passos a falar à sra. Merkel sobre uma nova técnica de Marketing: “podemos lançar uma linha de produtos que exalte o orgulho alemão – como fez o Führer (a diferença é que ele usou soldados) – e, ao mesmo tempo, que façam a ligação com Portugal. É que nós gostamos mesmo de vocês (e precisamos!).”

Na minha opinião, os portugueses são capazes de se safar da expulsão da U.E. se se amigarem com uma qualquer loira feiosa. Portugal passava a ser visto como a casa de férias dos alemães. Além disso ajudavam na publicidade: vendiam produtos como o Galo de Barcelos vestido de GESTAPO, ou – esta é boa! – chouriça de sangue com uma Estrela de David ou uma senhora loira com um pequeno bigode a comer um pastel de nata.  

A julgar pelo que oiço por aí, há muito boa gente a afirmar que deveria chegar ao poder um novo Salazar, para as coisas andarem direitas. Essas pessoas, têm uma idade e uma experiência maiores do que a minha e para essas mesmas pessoas, a liberdade de expressão pode ser facilmente trocada pela rigidez económica. Eu compreendo, não seria nada de novo para aqueles que o viveram até 1974, a força do dinheiro é incrível! A questão é: nós é que somos os agentes do futuro. Portanto, quereremos nós que o desabafo dos nossos avós seja uma realidade?

 

Paulo Jorge Rocha

Publicado por Universo de Paralelos às 19:52
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