Segunda-feira, 19 de Março de 2012

Continente, o centro das surpresas

Boas pessoal! Hoje vou logo directo às questões medianamente engraçadas. Isto agora com a troika tem de ser, tive que abandonar as questões extremamente engraçadas. Os cortes são necessários em todo o lado. Mas como os malucos que lêem este espaço, se riem por afinidade aos escritores, não há problema… Ou será que gostam mesmo disto?

Hoje fui finalmente a uma grande superfície comercial comprar lenços de papel para ver o “Melancolia” em condições decentes. No entanto, deparei-me com três coisas: em primeiro lugar, não tinha letras chinesas à entrada.

Depois, há lenços de todas as cores e feitios nas prateleiras do hipermercado e alguns até têm padrões! O que é bom, para o negócio, mas mau para mim próprio. Quais serão aqueles que melhor combinam com uma depressão depois de ver este filme e ouvir o André Sardet num dueto com Mafalda Veiga?

Será que aqueles que libertam um potente odor a rosas serão os melhores ou será que os amarelos, com cheiro a malmequeres se perfilam como os mais indicados. Foi, então, na primeira vez que entrei num hipermercado que aconteceu o impossível. Qual não foi o meu espanto quando avistei ao longe o Zézito. O meu colega de casa disse-me logo vai lá pedir-lhe um autógrafo e pergunta-lhe quais são os melhores lenços para ver o Brokeback Mountain. Eu nem percebi bem o que é que ele queria dizer, mas fui lá na mesma.

Então, sr. Zé! Por aqui? – disse eu. Ao que que ele me responde. “Sim, estou aqui a escolher uns lenços de papel, mas estou muito indeciso… Não sei se devo levar os com cheiro a flor de estufa ou se levo aqueles que têm desenhos de elefantes com uma tromba gigante…” -acrescentando, logo de seguida - “isto dos hipermercados já me está a dar a volta à cabeça! Ainda há pouco estava nos pepinos e não sabia escolher qual aquele que melhor se adequa à minha pessoa.”

A única coisa que me lembrei de dizer – e ainda hoje me arrependo disso mesmo – foi “tanto a nível de lenços como a nível de pepinos, siga o seu coração”. Imediatamente, esta ave rara vira costas aos lenços e dirige-se apressadamente à zona dos legumes com o intuito de comprar todos os pepinos existentes no estabelecimento.

A segunda coisa da qual me apercebi, foi da existência de pessoas com um nível de QI superior, que usam técnicas de compra igualmente superiores. Sendo que os mais eficazes, no que diz respeito a poupar, são aqueles casais que andam às compras e que não largam a mão do namorado nem por um segundo. Ora, ao início achei estranho, mas depois apercebi-me que esta é uma técnica que, além de parva, pode ser eficaz.

Senão reparem: andando os dois de mão dada, ambos passam a ter apenas uma das mãos disponíveis, o que é muito económico porque além do rapaz não deixar a mulher dirigir-se à prateleira dos produtos de beleza ou à zona do vinho, apenas podem levar um número limitado de produtos em cada uma das mãos livres. O que os obriga a deixarem de arte tudo o que não é essencial.

Caso contrário, seriam como o sr. Zé, que quer levar tudo aquilo que lhe possa provocar uma noite de alto deleite. Hasta pronto! Vou só ali avisar o “chanel” que da próxima vez que quiser usar uma garrafa, o faça em casa, e, além disso, que lhe parta o fundo se não quiser ficar em maus lençóis.

 

Paulo Jorge Rocha

Publicado por Universo de Paralelos às 23:02
Link do post | COMENTAR | Favorito

!>Pesquisar neste blog

 

!>Junho 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


!>Arquivos

!>Visitas