Terça-feira, 5 de Novembro de 2013

Breve explanação sobre cocó

Não se permitam a baixarias que o tema, de aparente magreza de espírito, revela-se imaculado monarca em requinte. Reescrevo só para que a palavra, brejeira e crua, não vos pareça distante: Cocó!

 

Repitam-na como preferirem: solta, em cânticos ou como adjectivo para presentes de aniversário.

 

Segue o aviso: desvalorizar o cocó é a maior das merdas que se pode fazer. É como não dar importância ao porta-luvas de um automóvel que ande depressa; É como esconder o ponto de interrogação a uma pergunta.

Pode ser de aroma desagradável e aspecto que não cativa. Pois seja! Ninguém o vai levar para casa dos sogros ao domingo e dizer “Bem… Trouxe isto para enfeitar o vosso centro de mesa”.

E quem ri agora, ri da importância que ele tem. Corre muito perigo quem o faz. Conheço gente, das melhores famílias, que ao esquecer-se de o ir fazer, suou mais na hora de o puxar do que no dia da prova para entrar na Ordem. As veias ficaram-lhes tão salientes que era possível contar-lhe os glóbulos.

 

Esqueçam-se, ó bem-dispostos, de fazer o vosso e depois venham contar-me histórias. “Andei cinco dias sem lá ir e quando lá fui, parecia que me estavam a arrancar o pâncreas pelas narinas.” Só para clarificar, é o tipo de lamento que vos pode ser guião.

 

E quando vem de manso e escorregadio e aparece sem sermos precavidos? Encarnamos campeões de maratona, a fechar o portão das traseiras com toda a força que nos sobra da corrida. A meta é de porcelana e ninguém (zero de pessoas) quer desistir a meio. Para quem desiste, o único prémio que ganha é a viagem para um duche.

 

E em modo gasoso? Que tanto orgulha homens e mulheres juram desconhecer com a cara pousada entre duas bochechas vermelhas. É tão rico em actividade e de tão fácil uso que até tem nome próprio. Há os que fogem aos ouvidos, os que só se ouvem com o nariz e os melodiosos que são solfejados em escalas.

 

Lembrem-se apenas que o ar quente sobe e o nariz, regra geral, está sempre acima do cu.

 

Johnny Almeida

Publicado por Universo de Paralelos às 08:11
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2 comentários:
De Nia a 5 de Novembro de 2013 às 22:49
Inspiração divina às 08.00 da manhã!
Então...COCÓ pra isto!!!:)


De golimix a 11 de Novembro de 2013 às 17:55
É caso para dizer que o cócó de inspira ou te dá uma inspiração de cócó?

Boa semana


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