Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013

Porque eu não especulo com mentes malignas!

As tão faladas autárquicas, por alguns apelidadas “autarticas”, estão a chegar e chegou o momento de colocar em prática o meu segundo dever cívico – o primeiro é votar me consciência - no que diz respeito à autárquica: apelar ao voto dos outros. Pouco me interessa em quem vocês votam, ok? ‘tou-me a cagar p’a vocês, ok?

 

Só quero é que exerçamos um direito que durante muitos anos foi roubado aos meus pais ou controlado por terceiros sem o nosso consentimento. Além disso, o descrédito que o poder político tem vivido, em nada facilita a minha tarefa. Mas, se querem castigar os líderes políticos que temos, votem, votem às carradas, votem às paletes, votem naqueles em que acreditam, votem em branco, mas votem carago!

Estamos a desrespeitar os nossos pais, mesmo aqueles pais que se desrespeitam a si próprios. O facto é que era um direito deles lutarem por este direito de forma direita e inquestionável como fizeram. E como direitos trazem deveres, é nosso dever manter esse direito em vigor mesmo que não tenhamos consciência do que estamos a fazer. Não estou a dizer que o devamos fazer sem estarmos conscientes, antes pelo contrário. Mas, se os mudos estiverem do lado dos que falam, os surdos deixam de ter voz.

 

Mas voltando ao meu propósito, há hinos, além do nosso, lindo e do qual nos sentimos futebolisticamente orgulhosos.  Hinos de campanha, normalmente covers de hits pimba ou pop, consoante a tarimba do político e o desenvolvimento regional dos eleitores. Hinos que pretendem retratar a imagem de um determinado político. Espantem-se, meus caros, que o Toy é o cantor mais requisitado para ceder as suas músicas para covers políticos, não interessam as cores ou os quadrantes políticos.

 

Emanuel também passa por lá. Ainda não viram as campanhas de propaganda política espanholas. Mas acreditem em mim quando digo que são muito más. Não é apenas uma opinião, mas sim uma opinião criada depois de estudar o sistem de propaganda espanhol. Até aqui tinham vindo a ser piores do que as nossas, mas nós temos vindo a ganhar terreno e aproxima-mo-nos cada vez mais da ridicularia que por lá se tem visto.

 

Já para não falar dos cartazes expostos ao longo do país e alvo de um conhecimento público aprofundado, embora só os mais ridículos sejam pertençam ao domínio popular, muito em parte devido ao Tesourinho das autárquicas, página do facebook. Na realidade, sou fã. Para darmos umas risadas. Ahahahahah. Engraçado este do senhor dos olhos esbugalhados e o fotoshop daquele e o slogan daquele e o nome da terra daqueloutro e os erros de um outro. Só não concordo é com o facto de estes quererem ganhar dinheiro à custa de uma brincadeira do género, apesar de ter sido bem conseguida.

 

Bem sei que grande parte da persuasão política local – principalmente nas freguesias – se faz através da confiança, das movimentações do aspirante a autarca e do seu relevo local, sendo que muitos dos votos atribuidos dependem do cochicho. Ou melhor da existência ou não de cochicho acerca deste ou daquele candidato. Um representou a igreja – outro poder local, ainda,outro fez aquele escândalo no café, outro que é low profile e, portanto, um enjoado.

 

O poder municipal, visivelmente mais distanciado das comunidades e das suas necessidades – é intrigante o distanciamento que o cidadão sente em relação a um e outro poder – baseia-se numa descolagem dos candidatos em relação ao governo central – seja qual for o partido pelo qual são apoiados (financiados) – e numa colagem aos candidatos de cada freguesia. Campanhas, como sempre, baseadas no ataque pessoal em detrimento do debate aberto e positivo. Não falo de candidaturas sob escrutínio judicial. Ridículas. Sem vergonha. Já disse mais do que queria.

 

Ponto positivo disto tudo? Aumento do número de candidaturas independentes. Negativo? Debate sério, nem vê-lo. Convencidos a votar?

 

Paulo Jorge Rocha

Publicado por Universo de Paralelos às 13:29
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2 comentários:
De golimix a 24 de Setembro de 2013 às 13:36
Voto só mesmo para cumprir meu dever cívico. Mas acho muitos deles uns palhaços. Isto nem parece campanha! Parece mais actividade circense!




De jabeiteslp a 27 de Setembro de 2013 às 19:59
Eu vou votar...


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