Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Quem governa assegura que quem policia manda. Ah?

Se bem me lembro, a polícia é a única “classe trabalhadora”, que arrasta inerente a si o controlo da razão. E o pior é que eles adoram esse facto de saber tudo e amam ainda mais o facto de poderem saber tudo. Não se questionem sobre a razão. Caso contrário receberão aquela que é a resposta mais óbvia de todos: eles são a ordem! Imaginem só, a ordem da desordem!
Esta teoria é corroborada ainda mais quando vemos aquilo que a polícia brasileira decidiu fazer, há pouco tempo atrás, no estado brasileiro da Baía. A ordem da desordem, reparem na organização estrutural das forças de segurança portuguesas, que não sabem sequer se os objectos apreendidos são para a sala de provas ou para o seu bolso. Pode até ficar perdido na algibeira, eles esquecem-se… A ordem da desordem, querem mostrar que está tudo controlado à plebe, mas nem sequer arrumar a própria casa conseguem.
E assim se vão iludindo, deixando-se cair na crença de que controlam tudo, de que são uma força imaculada, que até acerta demasiadas vezes! Mas é nos momentos de aperto que percebemos que a polícia é como uma embalagem de copos, rotulada de “frágil”, como quem diz “pegue com cuidado por fora, que o que está lá dentro pode-se transformar facilmente em cacos”. Esta é a sua grande fragilidade. Curioso, reparei agora que a força é, afinal, frágil.
Não obstante, percebemos que a sua motivação pode vir única e exclusivamente das aparências, porque quando é preciso correr, estes deixam-se ultrapassar pela mediocridade do ladrão. Chegam ainda, no “calor” da situação, a deixar escapar um rasgado “filho da puta! Cabrão!”, para involuntariamente pensarem (em bom e verdadeiro português) ”filho da puta do cabrão que não me deixou apanhá-lo”, complementando, “era prendê-lo com toda a força – lá está, a tal demonstração de autoridade – e levá-lo pá choça!”. Tudo isto hipoteticamente, é claro…
Em casos extremos como o brasileiro, vemos que são tão capazes de abandonar o país como o dito povo, abandonando o princípio de segurança pública que apregoam quando usam a força. São definitivamente a força que o país precisa!
Normalmente, quando uma moeda cai, pende para um dos dois lados. Um dos dois, ambos diferentes, fica em cima e outro em baixo. Quero dizer, com esta comparação rebuscada, que estes podem ainda ser vítimas, pois arriscam a vida; Confere. Porque, passam por grandes dilemas profissionais, tendo muitas vezes de decidir se matam ou não um suspeito; Também confere.
Mas esses mesmos dilemas profissionais, não aparecem quando estão entre quatro paredes, com um suspeito à frente, quando prometem um lugar entre as grades – a um suspeito – se este não proferir algo que agrade ao sr. Inspector. Talvez, se isso não resultar, passem para as técnicas de físicas, mas sempre sem deixar vestígios. É quase como o lema americano de que “os que se passa em Vegas, fica em Vegas”. É melhor ficar mesmo entre quatro paredes, porque a plebe sabe o que significa “coacção”. O depoimento do suspeito torna-se menos fiável na minha desequilibrada opinião, mas o “ambiente” criado pelo polícia, não consta no relatório.
Em forma de despedida – e porque temo que este assunto vos esteja a enfadar quando ao ditos cujos - digo que as costas dos “senhores da ordem e da lei” são protegidas por alguém pouco interessado na anarquia, mais preocupado com o seu próprio posto. Não terá essa mesma classe - também organizada na desorganização - medo dos desordeiros, quando a anarquia circula todos os dias pelos corredores do Parlamento? São estes dois a nossa única esperança?

 

Paulo Jorge Rocha

Publicado por Universo de Paralelos às 00:01
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