Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Leite de karité e Mel

Que cheirinho é este? Mesmo agradável. Quem é que lavou o cabelo com Petit Marseillais com leite de karité e mel? Pronto, fui apanhado.

 

Vamos lá ver. Mel, eu sei o que é. É aquilo que as abelhas fazem, aquilo a que sabe o Nestum e aquilo que a Marta Leite Castro põe na passarinha para ver se o Malato lá vai, mas até hoje nada feito.

Karité, espero que não seja o nome de um guineense, porque assim a parte do leite soa-me estranho e eu estive com aquilo na cabeça.

Entre lavar o cabelo com esperma de africanos e raptarem-me um filho, prefiro, sem dúvida, a segunda, até porque não tenho filhos, o que reduz o meu sofrimento a zero.

Para mim, karité é uma planta com mamas, que os fabricantes deste champô visitam com uma bomba de aleitamento, que só existe nos Montes Urais e é regada por unicórnios. Eu gosto de ver as coisas assim, porque uma planta com mamas é meio caminho para se agradar a mulheres e a homens.

 

Estou a imaginar os senhores nos laboratórios:

 

Cientista 1: Olha, passas-me aí o cloreto de sódio?

Cientista 2: Não posso. Vou ao monte ordenhar o Karité.

 

Se pensarmos bem, não soa nada bem.

 

Qual é a cena de inventarem um champô com leite e mel? O meu cabelo quer lanchar e ninguém me avisou?

Se assim for podiam inventar champô com pimentos e cebola para cabelos com um paladar mais mediterrâneo e um outro com licor de cereja e hortelã para cabelos com um gosto mais requintado.

 

Pior que isto é saber da existência, no leque de produtos da Le Petit Marseillais, de um champô com leite de aveia e geleia real. Primeiro, não acho nada justo andarem a roubar as compotas do Dom Duarte Pio para se fazer cosméticos. Segundo, toda a gente sabe que a aveia é boa nas bolachas. Não vamos confundir duas realidades diferentes.

 

Se estes gajos podem misturar coisas à sorte para fazer champôs como quem atira produtos aleatórios para dentro de um cesto para fazer um cabaz de natal, eu também posso ter a minha própria linha de cosméticos.

O nome seria “Johnson’s not Baby”, por ser champô para gente crescida, porque as crianças como não sabem ler, nem têm o olfacto apurado, podemos lavá-las com Fary que elas nem reparam.

 

Vocês perguntam “Ó campeão, porque é que queres fazer champôs?” Para gozar com as pessoas. Estou a pensar em lançar um produto com cocó de esquilo e urtigas da mauritânia. Depois convenço as pessoas de que aquilo faz bem à raiz do cabelo e rasgo-me a rir quando o andarem a usar.

 

Cumprimentos a vocês. As primeiras dez pessoas que conseguirem lamber o próprio cotovelo ganham um par de sandálias imaginárias autografadas por ninguém. Eu vou aos Urais espremer as tetas às plantas.

 

Johnny Almeida

Publicado por Universo de Paralelos às 16:45
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1 comentário:
De golimix a 12 de Maio de 2013 às 20:46
Fizeste-me lembrar um post que escrevi há tempos acerca de uma espuma de barbear que foi lançada no mercado com aroma de bacon! Leste bem, baicon!!!

A manteiga de karité também é muito usada. Terá mesmo mamas?!?


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