Terça-feira, 23 de Abril de 2013

Língua(gem) afiada

Dizem que a língua é o músculo com maior agilidade e resistência existente no corpo humano. As suas papilas gostativas servem para dar gosto aqui e ali a uma vida possivelmente já gostosa por si só ou, em certos casos, servem apenas para dar sabor à vida que não temos. Todos nós aprendemos as funções da língua na fase inicial da nossa formação académica, mas nem todos, perdão, nem todas.

 

Nem sequer o sistema digestivo seria o mesmo sem ela, tal como os elementos do sexo feminino. Depois de uma pesquisa superficial na rede, percebi que existem, pelo menos, cinco sabores apreendidos pelos nossos cérebros através da língua: salgado, azedo, doce, amargo e a bacalhau (só estou a falar no caso português, claro).

 

Há pessoas que dão à língua mais vezes do que deveriam quando, na realidade, deveriam dar a língua – mais uma vez, boatos desditos e não ditos só o português consegue esgrimir com exímia, pelo menos neste campo. Alivia a alma, dizem. Em outras situações, parece ser ainda mais perigoso, tendo em conta os dados MAIS RECENTES que indicam que dar à língua pode ser algo que nos mete em trabalhos, caso contrário, não seria tão visível o aumento de pessoas com cancro oral nos últimos anos e já nem vou falar de herpes...

 

O “dinamismo” que ela possuí, acaba por determinar a sobrevivência do ser humano, já que ela reage a estímulos químicos provenientes dos alimentos que excitam as papilas gostativas e assim nos dizem – através de uma ligação via cérebro – o que lhe é agradável e que, consequentemente, nos diz o que comer, embora os olhos façam a primeira avaliação, se nos taparem os olhos, será a primeira trica a dizer-nos se o naco encaixa na perfeição com os nossos gostos.

 

Este órgão constituído por oito tipos de músculos diferentes pode mesmo determinar as nossas capacidades físicas e, consequentemente, intelectuais. Como? Se não comermos bem, não temos capacidade para raciocionar e... comer bem. O meu conselho para uma boa vida é: pensem bem quando alguém vos ameaça que cortará a língua depois de uma ou outra asneira. E o pior nem são as dores, é não se conseguir opinar sobre a qualidade de determinado prato. O que vale é que as vacas já estão mortas quando lha cortam...

 

Paulo Jorge Rocha

Publicado por Universo de Paralelos às 14:01
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1 comentário:
De golimix a 28 de Abril de 2013 às 18:53
Nós afiamos a lingua muias vezes nos nossos blogues ;)

Digamos que é uma boa "afia"!


Boa semana


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