Segunda-feira, 1 de Abril de 2013

McDonalds na Etiópia

“Ah, mas isso não faz sentido nenhum”, dizem vocês. Não?

A Etiópia não tem um McDonalds e eu não consigo perceber porquê. Vejamos… O maior problema deste país africano é a fome. O McDonalds vende comida. É uma questão de se ser inteligente. É uma soma de um, mais um, para fazer dois.

 

Parece que já estou a imaginar aqueles pretinhos mal vestidos (Também já está na hora de se abrir lá uma Levi’s! Fica a ideia…) de tabuleiro na mão, Coca-Cola grande, hambúrguer de carne seleccionada e batata estaladiça.*

 

E desta forma o BigMac conquista mais um país. Mas na Etiópia vai ser servido com duas moscas para lhes parecer familiar.

E o HappyMeal é a única maneira daquelas crianças terem um brinquedo e uma doença cardíaca. Entre eles “Morreu de quê?” E o outro responde “Olha, o meu Samuel estava tão gordo que tinha de se levantar com a ajuda de um guindaste. Morreu de ataque cardíaco, mas morreu feliz com um bonequinho do Rei Leão.”

 

Ponto número 1. Samuel é um nome tipicamente etíope, mas mais comum na Etiópia de Cima, a partir daquela estrada estreita, quem vai para a feira dos tapetes, a contar da casa amarela.

Ponto número 2. Não é assim tão grave morrer com dez anos naquele país, visto que a esperança média de vida é igual à de uma tarte de amêndoa servida, a um Domingo, na Casa do Gaiato.

 

Como são todos muito pobres, a EuroPoupança vai resultar muito bem. Mas como é tudo a um Euro, se calhar dava-lhes jeito mudarem de moeda.

 

Estranhamente, ou não, até os etíopes vão perceber que não faz sentido esta cadeia de fastfood ter saladas. Dá a impressão que tiraram o “g” à palavra e deixou de ser adjectivo para as batatas fritas.

 

A Etiópia vai deixar de ter maratonistas para ter pessoas muito gordas. Podem continuar a correr a maratona, mas é complicado quando se tem o peso de quinze pessoas numa só. A não ser que adaptem a prova para cem metros e tenham paciência para esperar dez dias.

 

E se a população etíope não gostar de hambúrgueres? Não se perde nada. Assim, o pessoal da ONU já tem onde almoçar.

 

O grande problema seria a mudança de slogan. O actual “I’m lovin it” passaria a “I’m lovin eat”, em homenagem à criação de um novo hábito.

 

Ainda acham que não faz sentido? Deixem de olhar só para o próprio umbigo.

 

 

 

*Isto sob o ponto de vista da marca. Na opinião do consumidor aquilo é só carne lavada em laboratório, que sabe bem, batatas congeladas feitas por alguém sem mão para o sal e Coca-Cola que, estranhamente, sabe melhor que todas as outras.

 

Johnny Almeida

Publicado por Universo de Paralelos às 15:06
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2 comentários:
De Jorge a 1 de Abril de 2013 às 16:23
Nao sei pq continuo a adorar o humor negro em países africanos. Vamos p o inferno.


De golimix a 1 de Abril de 2013 às 20:46
E com o tal humor negro, para o qual tens um jeito especial, se vai dizendo umas verdades!


Boa semana para o Universo


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