Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

Putas, vá...

“Há mar e mar. Há ir e voltar. E há moças bem boas, mas são a pagar.” Uma alusão clara à prostituição, coisa que faltava para contrabalançar este espaço de requinte e charme.
Estamos a falar da segunda profissão mais antiga do mundo, logo depois da de Jorge Nuno. Penso que na sua primeira época como dirigente ainda era um pterodáctilos que jogava à baliza. Enfim, a longevidade a quem a merece.
Prostitutas, para os mais ingénuos, são pessoas que tentam muito arranjar boleia, nunca conseguem, mas insistem no dia seguinte. Para os mais atentos são seres que adoram mini-saias, mas são alérgicos a cuecas. Corpos sem barreiras que nos servem à la cart e à carteira, prazer à lei do cronómetro.
As prostitutas necessitam de ter um nome cativante, regra geral um pseudónimo. Gosto de Sónia escrito com “y”, mas não desprezo Sheyla ou Cintya. Os nomes, não as próprias. Apercebi-me agora que ter um “y” no nome ajuda bastante a ser uma rameira e o meu tem um. Vou dedicar dez minutos do meu tempo a decidir se enveredo ou não pela área.
“Porquê gastares dinheiro num gato, se me podes ensinar a miar? Johnny… Me liga, vai!” A brincar, a brincar o macaquinho proporcionou à mãe belos momentos. Adiante… É, portanto, importante escolher um bom nome. Ninguém rompe meias solas para ir à Alzira. Remete-nos imediatamente para uma velha, sentada numa cadeira de baloiço, à lareira e a fazer renda e que tem umas cuecas de pêlo. Desculpem a divagação, mas comi há pouco umas sandes de ópio e dá-me para isto.
Uma ideia de génio que me rompeu o pensamento, digna de fazer parecer Einstein um menino de colo. É necessária a criação de marcas brancas no mundo da prostituição. Algumas têm marcas pretas, mas isso é porque lhes apagam cigarros no corpo.
“Olá, senhor chulo! Está bom, senhor chulo? Olhe, queria uma galdéria. Qual é que o senhor chulo me recomenda?” E ele responde desta forma, misturando apenas duas dezenas de palavrões pelo meio “Leva aquela ali do canto que, para além de ser uma  boa tranca, ainda te serve de cinzeiro.” É o dois em um dos champôs e detergentes aplicado à realidade do sexo pago.
Como estava a dizer… As marcas brancas não teriam a mesma qualidade que as equivalente de luxo, mas nem toda a gente almeja um bumbum guloso. Há carteiras que se contentam unicamente com bumbuns que têm larica de longe a longe. Meretrizes estas que estariam disponíveis num hiper-mercado perto de si. Assim, homens comuns evitavam o fato-de-treino para ir às compras e optavam por uma camisola Dolce&Gabbana, comprada nos ciganos, mas com o mesmo valor. As coisas não perdem qualidade só porque são roubadas.
Peço desculpa por este texto apenas satisfatório, mas é o que dá dividir a atenção entre a escrita e o que a papoila de melhor nos dá. Despeço-me com um conselho. Nunca acreditem em tectos, porque alguns são falsos.

 

Johnny Almeida

Publicado por Universo de Paralelos às 22:05
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