Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

Cocó

Noutro dia estava na discoteca a olhar para o ar enquanto assobiava - por acaso não vos posso garantir se aquilo que expelia pela boca foi um assobio de qualidade, não conseguia ouvir - e qual não é o meu espanto quando somos informados - eu e as "trazentas" mil formigas esborrachadas - que o disco-jóquei tinha tido um percalço de última hora e, portanto, não "cheiraria" os "pratos" tão cedo, a não ser que usasse os pés. Viram? Com este jogo de palavras brilhava a todos os níveis se me pedissem para escrever o guião do Secret Story.

Acho que tinha micose nos dedos e os proprietários da discoteca não queriam que ele infestasse o estabelecimento comercial. Era a discoteca e a mulher que não o queria em casa. A amante dele tinha lá ido a casa avisá-la que andava com problemas na vagina desde que se tinha envolvido com o dj.

 

Vai daí, ofereci-me logo para ocupar o lugar dele (o desespero era tanto que aceitaram) - comecei pelo tradicional Barbie Girl e esse foi o meu problema: elevei demasiado a fasquia no início. Seguiu-se um O-zone e depois Las Ketchup. Mas o segundo ponto alto da noite - sim, porque houveram vários - deu-se quando a voz doce da Dina invadiu as colunas da Big Charrette com uma música sobre fruta.

Fiquei tão embasbacado que até lhe disse, "Ó dina, diz-se quivi! Não penses que é por teres cantado pr'a europa com aquele casaco ridículo cheio de brilhantes que és a maior e podes falar como se andasses no quarto ano!". Ela fez uma cara muito séria, até atarantada depois de eu fazer um discurso tão eloquente, e berrou "ah? eu não ouço nada... A música está muito alta!".

Desgostoso, peguei nela e atirei-a para o meio do público, só para me para dar uma ou duas gargalhadas e para ela não me partir a mesa de som. Já estava a ficar torta só dela estar em cima. Bem, era ver a cara dela toda cenas de ter batido no chão, ainda pior do que aquela que a caracteriza diariamente.

 

Eu que, na realidade, apenas me desloquei àquele sítio apenas para ver uma ou duas lutas potenciadas pelo efeito do álcool entre dois destemidos(as). Acho que a barmaid se mostrou disponível para tomar shot com "o urso mais forte". Dizem que estas situações normalmente resultam em grandes estardalhaços, pessoas com dificuldades em falar e barmaids na cama do patrão. 

Mas isso nem foi o que mais me impressionou, porque a arranjar um incentivo para andar à cacetada é fácil, agora arranjar espaço para andar à porrada num local onde nós parecemos um atum enlatado é um facto assinalável. Além disso, a luta de galos não me impressionou muito, visto que nem dá para escutar com atenção os gritos, ver os dentes a saltar ou ver a barmaid a apanhar os cacos...

 

Nem foi uma noite mal passada...

 

(P.S. - no fim disto tudo fui fazer cocó)

 

Paulo Jorge Rocha

Publicado por Universo de Paralelos às 14:01
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